Posts de Março 28th, 2008

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Internet Sem Fio

Março 28, 2008

As redes sem fio podem acabar parando no banco dos réus. Vários países andam discutindo leis para punir quem pega carona no Wi-Fi do vizinho. Estados Unidos e Inglaterra lideram as discussões.

Nos Estados Unidos, surgiu até uma proposta de três anos de prisão ou pagamento de fiança de mil dólares para o “crime”. Se a rede em questão tiver senha e for hackeada, a pena é maior: dez anos no xadrez ou 10 mil reais de fiança.

Mas a tendência, por enquanto, é que a lei não passe. O argumento para derrubá-la? As pessoas podem se conectar à rede do vizinho por engano, dizem os representantes do comitê que discute o assunto. Certo. Mas que atire o primeiro ponto de acesso quem nunca navegou por uma rede aberta numa hora de emergência.

Lembra das táticas de warchalking e wardriving, em que se marcavam nas ruas as redes abertas? Agora, ninguém precisa mais disso. É só ligar o notebook e procurar. Mas a essa altura só deixa a rede aberta (ou com senha default) quem quer. Será que é motivo mesmo pra cadeia? Em alguns casos, periga rolar uma prisão perpétua…

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O que é Bilhetagem Eletrônica

Março 28, 2008

O que é

A bilhetagem eletrônica consiste na substituição dos meios de pagamento tradicionais (dinheiro, Vale-Transporte em papel, fichas etc) por meios eletrônicos de pagamento para o transporte de passageiros. Isso é feito utilizando equipamentos eletrônicos, chamados validadores, instalados nos ônibus e terminais de embarque para debitar as passagens.

Nos sistemas de bilhetagem eletrônica modernos, os passageiros pagam as passagens utilizando cartões inteligentes: os smart cards do tipo sem contato.

Utilizando cartões smart card , quando o passageiro adquire passagens, o valor pago é gravado no cartão. Quando o passageiro paga a passagem, este valor é alterado no próprio cartão, sendo deduzido o valor da passagem.

Com o saldo gravado no próprio cartão, não é necessário que o validador seja conectado a uma central de processamento para autorizar a transação, o que torna o processo muito mais rápido e econômico.

Os dados de todas as transações também são gravados nos validadores. Em intervalos de tempo definidos pelo gestor da bilhetagem, os dados desses equipamentos são transferidos para um sistema de computador que efetua o processamento das informações para fins administrativos e financeiros. Nesse processo, também são transferidas para os validadores informações operacionais atualizadas, tais como: listas de cartões restritos, tabelas de recarga a bordo, horários das viagens etc.

Os sistemas de bilhetagem eletrônica da Empresa 1 são pacotes completos, incluindo softwares e equipamentos que executam todas as funções da bilhetagem eletrônica, com ferramentas avançadas para o controle e rastreamento das operações com cartões, além de numerosos recursos para gestão do transporte de passageiros.

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A loira do banheiro

Março 28, 2008

Sei que às minhas palavras não se dará crédito algum. Consciência disso é o que não me falta. Entretanto, por mais inóxia que pareça ser a minha atitude de alertar o leitor sobre a seriedade do relato infra, devo dizer-lhe que uso a verdade como o meu único lastro.

O ano era 1991. Estávamos, três amigos e eu, numa chácara da simpática Tupã. Não fazíamos churrasco, e sim cachorros-quentes. Sim, inocentes sanduíches, regados a tubaína. Éramos adolescentes espinhentos, que só queriam se auto-afirmar e ser aceitos uns pelos outros. Nada mais que isso.

Pena que não imaginei que a famigerada brincadeira do copo fosse tão perigoso meio de mostrar a própria macheza. Fui eu mesmo quem sugeriu o jogo, a princípio recusado por um dos amigos, que só foi persuadido pelos argumentos do fodidão aqui. Disse-lhe que o além não existia e, caso contrário, nenhum fantasma faria mal aos amigos de um membro do grupo de jovens da igreja – como de fato eu era. Aliás, eu me sentia superior por isso.

E fomos à mesa. Quatro meninos, uma tábua Ouija e um copo. No “jogo”, não aconteceu nada de especial. O copo não se moveu em momento algum por virtude própria. Sei disso porque, nas únicas duas vezes em que ele buscou as letras, fui eu, o malandrão, que o impulsionei. Meus amigos ficaram muito, mas muito assustados. Nutri o medo deles, lembrando-os de que estávamos numa chácara sozinhos e a noite não demoraria nem meia hora para cair de vez. Como resolvi não citar nomes neste testemunho, posso até dizer que um dos garotos chorou a cântaros. Um pecado para a idade e o gênero.

Até aqui, o leitor não deparou com nada de mais. Mas, se tivesse me acompanhado até o banheiro da chácara (que ficava longe da casa), teria presenciado a cena mais aterrorizante de sua vida. E não se trata do pipi do gordinho, como uma piada faceira poderia sugerir, mas de algo muito mais imponente e assustador.

Eu urinava tranqüilo. Ria até. Lembrava-me do choro do medroso. Quando dei a última sacudida no pesado pênis recém-mijado, fui empurrado com inigualável força por alguém. Bati o rosto contra a parede e quebrei imediatamente um incisivo. Naquele minuto, tive a sensação de estar sonhando, como ocorre quando caímos de bicicleta. Tudo parecia em câmera lenta. Uma nesga de razão me avisou que a agressão provavelmente viera do chorão, cuja cobardia – atestada pelas ridículas lágrimas – justificaria um ato daqueles contra um homem de costas e com o pinto na mão. Antes fosse. Antes fosse um amigo… Quando olhei para trás, vi uma mulher loira, com metade do rosto coberta de algodão, esbaforindo-se e gemendo assustadoramente. Quando minhas retinas fixaram aquela imagem e convenceram o meu até então incrédulo cérebro de que eu estava diante da loira do banheiro, fui tomado por um arrepio generalizado, como jamais me ocorreria (até conhecer outra loira, mas a da Tiradentes). Tentei passar através dela, pensando que um espírito não poderia fazer nada contra tanta matéria, mas fui impedido com um tapa na cara. Caí ao chão, onde fiquei por uns três ou quatro minutos, esperando que o ódio daquela mulher se esvaísse a cada chute que ela me desferia nas costas, enquanto gritava escandalosa e proferia algumas palavras incompreensíveis.

Os dois chorávamos. Ela, de ódio de alguma coisa. Eu, de pavor. Cheguei a pensar que não fosse um espectro, já que entre ele e mim deveria – segundo o que os filmes me ensinaram – haver uma barreira intransponível. Como poderia eu ser bicudado por uma alma? Mas quando a vi esvaecer-se, num fade de imagem e som, o mesmo ocorreu com as indagações lógicas.

Voltei à casa da chácara. Expliquei aos meninos que o sangue na boca e as marcas nas costas se deviam a um tombo no banheiro. O chorão riu nesse momento. Decidi não lhes contar nada porque pensara poder invocar aquele ser se pronunciasse a sua maldita designação. Guardei-o trancafiado na minha memória, reinando entre meus piores traumas, até este momento, em que digito – chorando tanto quanto naqueles minutos no banheiro – a narração de um dos piores momentos da minha vida. Decidi denunciar essa coisa porque ontem ela voltou. Levei um soco na nuca enquanto urinava no banheiro de um conhecido bar daqui de Londrina. E não havia ninguém lá além de mim. Só podia ser ela.

Não sei o que vai acontecer comigo agora. Mas sinto-me melhor por poder avisar a todos que o perigo está no banheiro. Sei que parece uma brincadeira, mas peço-lhes que façam como as mulheres: nunca mais mijem sozinhos no banheiro.